a lua pela janela do meu quarto

Conversa com a porta da geladeira

    Então é meio do ano (mais ou menos) e minha cabeça andou cheia e transbordando para todos os lados, menos onde eu quero, que é nesse teclado. Andei guardando vários rascunhos, alguns de uma palavra ou frase só, e outros que eu até terminei mas não gostei muito por razões quase sempre indefinidas. Estão no limbo: textos sobre uma ida a escola, um mangá que eu li, um filme que eu vi, uma carta, etc. Todas essas coisas que foram ficando na minha mente, mas que não consigo transformar em palavras escritas ou ditas, e o acúmulo faz minha cabeça doer, no sentido literal mesmo. Em compensação, ando pensando muito em escrever, em histórias, imaginando muitas coisas. Mas também não escrevi nenhuma delas. Tudo isso me leva a questão: por que eu escrevo? Por exemplo, eu escrevo listas de supermercado, mensagens, números de telefones, todas essas coisas que tem motivos e objetivos fáceis; mas essas outras coisas mais que eu escrevo, qual o motivo, objetivo, o que eu escrevo e por que eu quero tanto continuar escrevendo? É o que eu ando me perguntando.